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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

DIESEL Sneakers - Tênis para chutar bundas

Nem sempre um "bom" cenceito tem que ser um conceito "bom". Ou seja, nem sempre uma boa idéia tem que trazer uma comunicação que segue as normas da sociedade. E, na grande maioria dos casos, não é mesmo nessa sequência lógica que uma construção de uma mensagem é feita. Cada vez as agências exigem mais e mais criatividade nas suas criações, uma vez que surgem milhares de propagandas todos os dias. O nosso trabalho, para o prazer de uns e o desespero dos outros, é buscar eternamente a "thinking out the box".

E foi exatamente esse tipo de "pensar" que a Diesel resolveu reproduzir na sua nova campanha. Trabalhando em cima de um conceito super forte, a marca lança uma campanha que deveria, no mínimo, ser aplaudida de pé. É o “Not made for running. Great for kicking asses” - mostrando a mensagem de que os seus modelos de tênis não são feitos para correr, mas são excelentes para chutar bundas. E todas as peças (incluem VTs e impressos) mostram pessoas e ocasiões onde "chutar bundas" se torna uma atividade muito praticada pelos usuários de Diesel.

A criação da campanha fica por conta da Santo, e vocês podem conferir o resto desse "Kick world" no site da marca.


André N. Bueno

domingo, 15 de agosto de 2010

Puma - The After Hours Athletes

PUMA posiciona sua marca mais como fashion do que como esportiva. Muito inteligente, pois apenas 10% de todas as vendas de sportwear são usadas pra esporte.


Conheça 'The After Hours Athletes':


Welcome to PUMA Social from AJANAKU on Vimeo.

Genial, não é mesmo?


André N. Bueno

@dedenb

terça-feira, 1 de junho de 2010

O que é Branding?

Vídeo retirado do Blog do Celso Hora, que retirou do Urban Influence sobre o que é branding. É um vídeo bem simples e fácil de se entender. E convenhamos: Complicar as coisas nunca foi a solução para nenhum problema que envolve a Comunicação Social.

What is Brand Anyways? from Urban Influence on Vimeo.




André N. Bueno
@dedenb

sábado, 27 de março de 2010

A presença de marca ou a eficiência do Produto?

Nessa semana, exatamente terça-feira à noite, a minha querida professora Lygia Muniz estava, como de costume, faz uma de suas clássicas “teorizações” sobre o assunto que ela gosta muito de ministrar, que é o papel das marcas no cenário contemporâneo. Em um momento específico da sua explanação, surgiu um debate que realmente me bagunçou a cabeça: o que vende mais nos dias atuais, a força da marca ou a eficiência do produto?

Ao ter passado o filme da história da marca Coca-Cola em sua última aula, uma pessoa retomou o assunto e fez essa pergunta à professora. Ela, já tendenciosa (perdoe-me “teacher)”, disse que a eficiência tem vendido mais o serviço/produto do que a boa presença da marca – o que inclui a sua comunicação específica. Como exemplo foi citado o caso da viação aérea GOL.

Como um serviço como a GOL consegue lucrar tanto, uma vez que sua comunicação não remete praticamente nada a empresa? Foi nesse instante que a “sardinha” foi puxada para o lado da eficiência. Uma vez eficiente, sempre haverá o consumo, é o que foi dito. Ok, em certo ponto hei de concordar. Mas o que faremos com a tão temida concorrência? Aonde ela entra? Se ‘ser eficiente’ é a chave para o sucesso, todos vão deixar a comunicação de lado e apenas ser eficientes, pois é mais simples e barato.

A livre concorrência é saudável para as marcas. Isso mesmo! Favorece as empresas e o mercado, melhorando os produtos e diminuindo os preços. Quando uma empresa nota a presença de outra de mesmo ramo, o que sempre vai existir (exceto no ramos de produtores de “Plástico-bolha”, exclusivo há 50 anos), ela percebe a necessidade de ter uma visibilidade maior para não perder espaço no Market share.

E é nesse combate que entra o diferencial de uma boa comunicação. Para ilustrar, Idealize um aquário cheio de “Nemos” (isso mesmo, aquele peixinho engraçadinho que se perde do pai). Agora imagine, no meio dos laranjas, temos um Nemo azul. Super esquisito né? No começo, todos o achariam esquisito, mas sem dúvidas seria o que a maioria iria comprar.

Com isso caímos na dúvida novamente, pois a eficiência nos faz comprar bons produtos e a comunicação da marca faz nos sentir especiais. O fato está no seguinte: é obrigação do produto estar sempre evoluindo e melhorando de qualidade para não perder para a concorrência; E é da marca impor a sua visibilidade através do bom trato dos clientes e de uma comunicação institucional digna.

A união desses elementos dentro de uma empresa tem o objetivo de fortalecer a imagem de suas marcas que têm investido nisso, a citar exemplos como a Coca-Cola ou a GOL. A pergunta, por isso, deveria ser respondida levando em consideração os dois âmbitos, pois é ideal que estejam sempre unidos. Depois, como conseqüência, vai ser como o povo sempre diz: “vender é Mato”. Não acham?


André N. Bueno

@dedenb

sábado, 6 de março de 2010

As marcas e a cultura do Futebol


Após ficar praticamente o dia inteiro longe do computador, decidi escrever sobre uma coisa que praticamente todos os habitantes desse país amam: o futebol. A relação do brasileiro com o futebol é tão forte que pode ser comparado a uma relação conjugal, ou até mais intensa, pois muitos maridos já tiveram que dormir no sofá após tirar a sua esposa de frente da televisão na hora da novela das 8h para assistir um joguinho.

A situação está em um nível tão avançado que começaram a ser usadas expressões que anteriormente eram bastante utilizadas definir a intensidade de relacionamentos entre as pessoas. Como exemplos têm um vascaíno, que diz ser “unha e carne” com seu time, um flamenguista que tem um “amor platônico” pelo seu, e o botafoguense, que diz... Ah, o botafogo nunca diz nada.

Assistir futebol está tão enraizado na cultura brasileira assim como comer arroz no Japão, ou não tomar banho na França, ou matar judeus na Alemanha. Mudar cultura é uma coisa complicada, da última vez que tentaram fazer isso no Brasil teve um monte de portugueses e índios mortos, mas isso é outra história.

Aproveitando toda a repercussão que o assunto futebol causa no mundo da comunicação, as marcas ficam com a obrigação de aproveitar essa brecha e investir bastante em suas publicidades, e estão agarrando essa chance e fazendo bonito, utilizando (como eu sempre prezo) o bom uso da criatividade. E não é apenas por parte das empresas que mexem com o ramo esportivo. Como modelo de boas propagandas relacionadas ao futebol que estão na mídia tem o ramo das cervejas, representadas basicamente pela Skol e Brahma.

Mas não se restringe ao Brasil. Marcas como a Nike e a Adidas estão fazendo bonito no exterior e, além disso, estão sabendo utilizar a evolução da tecnologia, as novas tendências, a mudança do comportamento humano e dos processos de criação de propaganda para criar as suas. A Nike foi uma que me impressionou bastante com uma propaganda chamada “Take it to the next level”, onde utilizou a câmera toda em primeira pessoa, pois foi uma quebra de tudo o que eu já tinha visto em publicidade que coloca foco no futebol.



E tenho certeza que não vai parar por ai. Como é ano de Copa do Mundo na África e tendo o Brasil como favorito a hexacampeão – como sempre -, quase todo o enfoco do mundo da comunicação está nisso, e mais que justo. Quando as oportunidades aparecem para nós, temos que agarrá-las. E, devido a isso, não será diferente no meio das marcas. Pensa o seguinte: Já que temos uma platéia lotando um teatro, um holofote aceso e apontando para o centro de um palco, por que não podemos nos esforçar para ser a atração principal?


André N. Bueno
@dedenb