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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Faixa de Pedestre de Batata Frita

Ao contrário do que se imagina, às vezes grandes marcas enfrentam concorrência feroz de um evento que esteja sendo realizado em determinada época. Foi o que aconteceu com um restaurante da Mc Donald´s na Suíça durante o Zurichfest, o maior festival do país que é composto por barracas vendendo comida independente. E o que o “Big M” fez para não perder clientes neste período?A TBWA aproveitou que as sinalizações de rua são removidas durante a atração e criaram a própria “faixa de pedestre” na frente do Mc Donald´s para lembrar a todos a famosa batata frita da marca. Mais um bom exemplo de que não importa o tamanho da empresa ou se ela é líder de mercado: todo mundo precisa fazer propaganda para continuar na mente do consumidor.

O que acharam? Deixe seu comentário pra gente discutir!

Esse post foi retirado do Blog Blogcitário.

André N. Bueno
@dedenb

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eis a Geração Y.

Toda vez que tento analisar o nosso mundo e as mudanças que vêm ocorrendo nele, eu tenho problemas. Mas acredito que achei a palavra certa para defini-lo dessa vez: “Boomerangue”. Tá, eu sei que não entenderam o uso desse termo no contexto esquisito em que está inserido, mas ele foi usado de maneira estratégica para falarmos um pouco sobre a Geração Y e uma das suas características mais marcantes, o imediatismo.

Quem, quando jovem, nunca teve um boomerangue? Bom, eu já tive. É um brinquedo que você joga no ar, ele faz a curva e retorna de volta para suas mãos. E tudo isso sem apertar nenhum botão! Incrível, não é? Brincadeiras a parte, mas o conceito se encaixou certinho para a definição dessa galera que surgiu nos anos 80.

Nascidos com a “cara no PC”, já estão inseridos no mundo tecnológico desde o berço. Por dentro de todo esse aparato digital, têm conhecimentos que grande parte dos adultos não possuem. Como acompanharam todo o turbilhão evolutivo de perto, isso os tornou flexíveis, adequando-se muito rapidamente às mudanças e dificuldade que abalam o seu cotidiano em qualquer campo que seja. Profissionalmente falando, isso é um dom.


Eu digo que a geração Y é como se fosse uma “Mulher”. Digo isso, pois eles são totalmente multifuncionais – conseguem falar ao telefone, prestar atenção na mãe dando sermão atrás e ainda “twittar” sobre a novela das 9h. Excelente qualidade exigida hoje pelas empresas, que querem seus funcionários cada vez mais qualificados e, em contrapartida, recebendo cada vez menos.

Injustiças de lado, essa galera dominou a comunicação de uma forma tão rápida quanto ao legado deixado pelas gerações passadas – Fast-foods, drive-thru e afins -, tudo com a intenção de reduzir o tempo e fomentando a impaciência (todos tem perfil questionador e seu compromisso é com desafios e resultados de curto prazo), como diz a palavra-chave que os rege.


Ainda duvidam da veracidade do que acabei de escrever? Por exemplo, quem nunca ouviu um pai do séc. XXI pronunciar frases como “fulano, sai desse video-game”, “fulana, larga esse computador”? Reza a lenda que eles largam. Não é à toa que são mais de 1h da manhã e ainda estou aqui nesse vício.

André N. Bueno

@dedenb

terça-feira, 9 de março de 2010

Eis a Geração Fast-Food!


Velocidade. Essa é, sem dúvidas, a palavra-chave da nova ordem mundial. No atual estágio da globalização, quem dita as regras do jogo são os ponteiros do relógio. Qualquer perda de tempo é suficiente para atrasar toda uma logística do sistema capitalista e, com isso, haveria uma perda grande nos lucros e, como conseqüência, “cabeças iriam rolar”. Para impedir o desencadeamento dessa bola de neve, todo o tempo gasto deveria ser “enxuto”, o que incluiria um possível aumento na velocidade do deslocamento residência-trabalho e uma redução no tempo de alimentação. Surge, então, a famosa geração fast-food.

Com o condicionamento econômico influenciando cada vez mais a expansão das grandes marcas alimentícias em todo o território dos EUA, as redes de fast-food passaram, praticamente, a “infestar” tudo com as suas filiais. A grande oferta de lanchonetes as forçou a reduzir os preços dos lanches e, paralelamente a isso, obrigavam os outros produtores de comida “saudável” a aumentarem (se não ganhamos na quantidade, ganhamos no preço. E vice-verso). Já que podíamos comer hambúrgueres baratos e com rapidez, por que insistiríamos em comer nos restaurantes tradicionais? Pois é, Agora o que era puramente ocasional acabara de se tornar cultural.

Infelizmente, como tudo que se tem em excesso tende ao mal (como dizia e diz a minha querida mãe), a obesidade atingiu praticamente todos os EUA e trouxe, junto com ela, os mais variados problemas de saúde acarretados pelo sobre-peso. Só para contabilizar, mais de 60% da população adulta norte-americana é afetada pela obesidade e seus males. E o posicionamento da marca em relação a isso, parou de influenciar o consumo de seu produto? Óbvio que não. Já que o “vício” estava implantado e era barato mantê-lo, nem as pessoas queriam largá-lo.

No entanto, com a situação se tornando cada vez mais preocupante, era necessário que houvesse uma comunicação eficiente e radical dotada de responsabilidade social para informar às pessoas que, mais dia menos dia, elas iam morrer. Foi ai que surgiu um maluco que se candidatou a comer todos os dias no McDonald’s, durante o período de 30 dias e, além disso, deixou que registrassem tudo. Com isso, foi criado o documentário “Super Size Me – a dieta do palhaço”, um filme que faz uma crítica direta à rede de fast-food (McDonalds, basicamente) e os seus malefícios para com a saúde.




Com a velocidade em que a tecnologia tem se desenvolvido e ultrapassando barreiras, a expansão das redes de fast-food passou a ser global, atingindo praticamente todos os países de primeiro ao terceiro mundo (o McDonald's, a maior rede desse nicho, está inserida em 120 países do mundo). Mas os países já estão tomando as devidas providências, ou não acha que é por isso que na França se come lesma, no Japão se come arroz e no Brasil não se come nada? O mundo inteiro tá de regime.


André N. Bueno
@dedenb