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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Salve em .WWF e Salve uma árvore.

Ser sustentável é a tendência da comunicação atual. As empresas, visando melhorar suas imagens, apoiam projetos sociais e se engajam na sustentabilidade. Biopreocupação é um assunto que está tão em pauta, mas tão em pauto, que a sua importancia virou ponto de apoio de um dos presidenciáveis nas Eleições 2010.

Vamos pegar o foco do assunto, e mirá-lo para o seu cotidiano. Se não direcionar para os acontecimentos vividos no dia-a-dia, não adianta falarmos de comunicação aqui. Agora, imagina os milhares de e-mails e documentos que recebemos e temos que imprimir diariamente. Pense na quantidade de papel que foi disperdiçada nas impressões e, para não deixar de citar, nos erros de impressão. Já pensou? Pois é, a situação não é tão confortável como pensávamos.

A WWF da Alemanha criou, para acabar com todo esse desperdício, um arquivo de formato próprio: o .WWF. Esse arquivo, diferente dos demais, não tem a função "Imprimir" do seu computador. Ou seja, você escolha documentos, avalia se eles têm a necessidade de serem impressos, e salva nesse formato. O problema é que ainda só existe para versão Mac, mas já estão prometando para Windows. O download pode ser feito no site saveaswwf.com.


O resto é saber se pode dar certo, não é?
A esperança é a última que morre.

André N. Bueno

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Eis a Geração Y.

Toda vez que tento analisar o nosso mundo e as mudanças que vêm ocorrendo nele, eu tenho problemas. Mas acredito que achei a palavra certa para defini-lo dessa vez: “Boomerangue”. Tá, eu sei que não entenderam o uso desse termo no contexto esquisito em que está inserido, mas ele foi usado de maneira estratégica para falarmos um pouco sobre a Geração Y e uma das suas características mais marcantes, o imediatismo.

Quem, quando jovem, nunca teve um boomerangue? Bom, eu já tive. É um brinquedo que você joga no ar, ele faz a curva e retorna de volta para suas mãos. E tudo isso sem apertar nenhum botão! Incrível, não é? Brincadeiras a parte, mas o conceito se encaixou certinho para a definição dessa galera que surgiu nos anos 80.

Nascidos com a “cara no PC”, já estão inseridos no mundo tecnológico desde o berço. Por dentro de todo esse aparato digital, têm conhecimentos que grande parte dos adultos não possuem. Como acompanharam todo o turbilhão evolutivo de perto, isso os tornou flexíveis, adequando-se muito rapidamente às mudanças e dificuldade que abalam o seu cotidiano em qualquer campo que seja. Profissionalmente falando, isso é um dom.


Eu digo que a geração Y é como se fosse uma “Mulher”. Digo isso, pois eles são totalmente multifuncionais – conseguem falar ao telefone, prestar atenção na mãe dando sermão atrás e ainda “twittar” sobre a novela das 9h. Excelente qualidade exigida hoje pelas empresas, que querem seus funcionários cada vez mais qualificados e, em contrapartida, recebendo cada vez menos.

Injustiças de lado, essa galera dominou a comunicação de uma forma tão rápida quanto ao legado deixado pelas gerações passadas – Fast-foods, drive-thru e afins -, tudo com a intenção de reduzir o tempo e fomentando a impaciência (todos tem perfil questionador e seu compromisso é com desafios e resultados de curto prazo), como diz a palavra-chave que os rege.


Ainda duvidam da veracidade do que acabei de escrever? Por exemplo, quem nunca ouviu um pai do séc. XXI pronunciar frases como “fulano, sai desse video-game”, “fulana, larga esse computador”? Reza a lenda que eles largam. Não é à toa que são mais de 1h da manhã e ainda estou aqui nesse vício.

André N. Bueno

@dedenb