Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rio de Janeiro. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Cotidiano.

Quando olho para o horizonte, através do vidro fosco das minhas janelas em Vila Isabel, vejo o céu do Rio de Janeiro.

Nublado. Hoje, faz frio.
Nem sempre é assim. Aliás, quase nunca é assim.

Entretando, aí está uma coisa que muda com o passar dos minutos: o clima.

Onde eu quero chegar?

Assim como o clima, são as pessoas.

Assim como o clima, elas mudam com o tempo.

Vamos a mais algumas comparações.

Assim como acontece com o clima, a mudança que ocorre nas pessoas nem sempre agrada à maioria.

Alguns gostam do frio. Outros, preferem o calor. E outros não gostam de sair de casa e nem de olhar para o horizonte.

(...)

Há momentos em que a última coisa que se quer é que o outro mude.
Mas, então, por que insistir na mudança?

(...)

Talvez eu tenha me enganado ao escolher o clima como o melhor exemplo de mudanças.

O melhor exemplo não são as nuvens do céu ou o sol que se põe. O melhor exemplo de mudanças são os olhos. Os nossos olhos. Os olhos são as nossas janelas. É o vidro fosco da minha. E é o black-out da sua.

Para a mudança acontecer, os olhos precisam querer ver. Precisam ser ambiciosos. É preciso ter foco.

Nada que óculos novos não possam resolver. Ou uma nova lente de contato, para enxergar melhor. Para viver melhor.

Todos queremos ser melhores. Todos.
E quando não se consegue ver o que está na frente dos nossos olhos?

É por isso que temos 5 sentidos (6 para alguns). A visão é apenas um deles. Sobraram todos os outros para nos guiar.

Quando os olhos veem, nós desviamos dos obstáculos. Quando os olhos não enxergam, a gente tropeça. No fim, as duas formas de aprendizado serão válidas.

(...)

Assim como com o clima, quem sabe, a dança da chuva não funcionaria com as pessoas?
Lembre-se que a luz também atravessa as janelas com vidros foscos.

Esse texto foi pedido pedido por mim e escrito pelo meu irmão George, que é um dentista poeta. Vale a pena fugir um pouco do tema quanto a intenção é observar o que nos rodeia com outros olhos, com outra perspectiva, com outro sentimento. Ele é um blogueiro jovem (ou diria "jovem blogueiro"?), dono do Blog Leia Atentamente e, obviamente, uma das poucas pessoas por quem colocaria a mão no fogo.

André N. Bueno
@dedenb

segunda-feira, 29 de março de 2010

Cerveja é "legal"!

Sendo impulsionado pelo divino Espírito Santo e pelo blog 40 dias sem cerveja, mantenho-me fiel à árdua tarefa de não colocar na boca nem sequer uma gota da tão cobiçada “loirinha” até a conclusão do período, que será na semana santa. Tendo em vista que estou seguindo a quaresma desde a época certa – depois do carnaval -, nota-se, em minha pessoa, certa abstinência. Perante a isso, muitas das minhas idéias tenderão a abordar esse tema embriagante.

Quando estava no quinto período, tive uma matéria chamada “Legislação e Ética” que era ministrada, nada mais, nada menos, que pelo Lúcifer. Após notar que não sou nada ético, e que o professor não gostava muito de mim, me dediquei exclusivamente, reza a lenda, a utilizar a aula para captar um bom conteúdo a ser usado nas minhas futuras discussões. Essa foi baseada na lei de número 9.294, de 1996.

Já notaram que as propagandas de bebidas alcoólicas na televisão brasileira se resumem às de cerveja? Notei isso, mas por quê? Porque cerveja não é bebida alcoólica. Claro que nesse momento devem estar falando que eu sou louco e que não sei ler rótulos, mas é a pura verdade. Quando se trata de propaganda, o primeiro artigo da lei anteriormente citada diz que apenas são consideradas alcoólicas aquelas bebidas potáveis com teor superior a treze graus Gay Lussac.


Considerando todo o meu amor que tenho pela cervejinha e o respeito pelas bebidas mais fortes, lhes digo: Qual o maior problema da veiculação desses comerciais no horário comum ao da cerveja? E é ai que se criou a polêmica. Por acaso, se fosse permitido, as nossas crianças iriam adquirir hábitos de alcoólatra e passariam a beber incessantemente? Esse não é o caso, pois até agora o conteúdo “erótico” produzido pelas emissoras não ocasionou na formação de ninfomaníacas e de estupradores mirins.

Com certa razão, a bebida alcoólica teve a imagem denegrida ao ser relacionada a muitas manchetes de jornal que abordam desde acidentes, problemas de saúde, até as brigas. Infelizmente não podemos fugir muito disso, pois lidamos diretamente com o comportamento pessoal e individual de cada. Não necessariamente as pessoas que beberam vão fazer besteira, mas a minoria consegue fazer as pautas para a mídia.


O que a comunicação, vigiada pela legislação, deve fazer? Liberar a veiculação das demais no horário permitido pra cerveja, ou proibir de vez a veiculação de quaisquer bebidas alcoólicas? Essa é, sem dúvida, uma das maiores discussões existentes. E é tão antiga quando o questionamento do nascimento do ovo e da galinha.

A minha opinião de cervejeiro, o que temos que fazer é deixar tudo pra lá e nos importar com coisas mais importantes como a fome mundial, aquecimento global, e a violência no Rio de Janeiro. Para mim, publicitário, as propagandas cervejeiras produzidas têm sido muito criativas e, cada vez mais, estão entrando nos eixos judiciais. Além disso, eu estou satisfeito com as “Boas”, “Redondas” e a rotulação de ser “Brahmeiro” durante o horário da novela. Um brinde! Só quando acabar a quaresma, é claro.

André N. Bueno

@dedenb