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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A Cegueira do Cotidiano.

Esse desenho encontrado no Indexed é exatamente o que acontece com grande parte dos profissionais de propaganda que estão atualmente no mercado, e é muito válido compartilhar com todos vocês. A gente dá tanta bola para as idéias gigantescas e geniais que acabamos ofuscando os acontecimentos e insights também sensacionais do dia a dia. A grande sacada não aparece de algo simplesmente grandioso. Às vezes sim, pode aparecer, mas não é o comum. A maioria surge daquela "atenção" especial que você dá às coisas do seu cotidiano. As atividades de sua rotina podem ser sempre as mesmas, mas as singularidades que você escolhe para dar atenção é o diferencial. Pense nisso!

André N. Bueno

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Propaganda e Crianças

Como diz o título, falarei um pouco sobre Propaganda e Criança. Ou melhor, assistam esse vídeo e me falem a opinião de vocês:

Hoje em dia nós não podemos fugir muito disso não. Com a chuva de informação que estamos colocando na mente das pessoas, não duvido muito que o filho de algum de nós possa vir a nascer igual essa criança. Não que seja alienação, mas é o convívio frequente com a publicidade dessas marcas que faz nos depararmos com cenas como essa.

E ai, o que será de nossas crianças com essa avalanche de informação?
Quero muito ouvir a opinião de vocês!

André N. Bueno
@dedenb

sexta-feira, 25 de junho de 2010

GRAACC | Garoto

Excelente filme para o GRAAC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). Ideia simples mas que atinge em cheio seu objetivo. Comoção na dose exata. A assinatura completa: “O câncer pode ser revertido. Você pode ajudar. GRAACC”.



É mais um exemplo de Comunicação feita para o Social. Simplemente genial e contextualizada, além de atingir as pessoas de uma forma convincente.

Esse vídeo foi retirado do Blog Ctrl+Pels.

André N. Bueno
@dedenb

sábado, 5 de junho de 2010

Faça seu tempo valer!

Falar de tempo, presente, passado e futuro sempre vai ser uma coisa que intriga muito as pessoas, pois é um fator que não podemos controlar, mas temos que aceitar. E é válido a discussão desse tema, quando o resultado tende a ser proveitoso de alguma forma, seja comunicacional, mercadológica, ética ou, então, filosófica. Claro que aqui no "Mostre sua idéia" priorizaremos o lado da comunicação.

Toda idéia tem que ser simples e satisfatória, não acha? Conseguir adaptar uma boa redação com uma edição de vídeo/áudio interessante é fundamental para que consigamos captar a atenção do público até o seu fim. Embora não estejamos vendendo um produto em si, vendemos uma idéia. E, para nós comunicólogos, a venda de uma idéia é tão interessante e válida quanto a de um produto.

Simples e bastante eficiente, não acha? Essa idéia de interagir passado/presente/futuro sempre será boa quando a intenção for atrair atenções e demonstrar a grande importância em saber aproveitar o tempo com o bom uso dele.

Infelizmente não deu pra retirar o site que aparece no vídeo. Embora eu tenha notado a evolução de todas essas ferramentas de edição e tal, eu não entendo nada de edição de vídeo ainda. Mas o que importa é passar a idéia. Não podia deixar de compartilhar com vocês essa mensagem. =)

André N. Bueno
@dedenb

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Comunicação Social de fato: "The Lazarus Effect".

Nós comunicólogos, quando falamos de Comunicação Social, não estamos levando em conta a "mágica" e a possibilidade de mudança que temos em nossas mãos. Não mesmo. Digo isso ao analisar, ainda mais, a "rixa" existente entre as habilitações de Jornalismo e a de Publicidade e Propaganda. Tudo é relacionado a "vendas", sério mesmo. A galera do jornal diz que o pessoal das agências vendeu a alma ao capitalismo. Já o outro lado, ao se defender, fala que o jornalista também se vendeu e, pior ainda, de maneira ideológica.

Parando com essa discussão desnecessária que nunca deu em nada, é importante frisar que, considerando o cenário comunicacional totalmente mutativo em que nos encontramos - cenário 2.0, multimídia, multifuncional, interativo e engajado -, não há mais a existência de profissionais específicos. Todos são comunicólogos e devem exercer benefícios para o "Social", entende?

É exatamente isso que foi feito em uma campanha feita pela Instituição (RED). Chamada "The Lazarus Effect", uma das campanhas que tem o intúito de ajudar a combater e tentar eliminar a AIDS do continente africano. Com um pensamento totalmente social, a ação foi apoiada por muitos famosos, citando alguns como exemplo temos Bono Vox, Penelope Cruz, Julianne Moore, Naomi Watts, Hugh Jackman, entre outros.


Conta com a arrecadação de dinheiro para comprar 2 lifesaving pills, pílulas "salva-vidas" que os doentes têm que tomar para retomar a vida saudável em 40 dias. Uma forma de angariar esses fundos foi através de parcerias feitas com algumas grandes marcas, tais como American Express, Apple, Converse, Dell, Emporio Armani, Gap, Hallmark, Nike e Starbucks. E já arrecadaram mais de U$140 milhões.

Agora me diz uma coisa: é realmente difícil haver essa união entre todos para conseguirmos realizar algo tão grandioso que possa ser revertido à sociedade? Existe uma forma de todos pararem de olhar um pouco para os próprios umbigos e começar a cuidar um pouco dos outros? Reza a lenda que quem ajuda os outros já tem um lugar no céu, além de fazer um bem "danado "para a consciência que, aliás, é o que mantém você trabalhando no seu cubículo de redação ou sala de agência. Fica a dica.

Assunto retirado do blog Ypsilon2. Excelente por sinal.


André N. Bueno
@dedenb

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Interação é a Solução.

O mundo está em constante transformação e, junto com ele, a publicidade vem tentando se adaptar também. Mas essas mudanças ocorrem principalmente por causa da variação comportamental das pessoas, que são o nosso objeto de estudo e atuação. Toda e qualquer evolução, em todos os setores crescentes (para não ser injusto em deixar de falar das outras vertentes, não menos importantes), deve-se a capacidade maluca das pessoas de querer interagir com o que está sendo apresentado.


Interação é uma palavra que está na moda e isso é fato. Essa característica , cada vez mais relacionada com a Geração Y – uma vez que são eles que “entraram de cabeça” nesse frenesi evolutivo e demonstraram uma capacidade de adaptação muito grande -, tem entupido todas as mídias tradicionais e as novas que estão surgindo também, tudo isso por exigência das marcas. Interação e engajamento são o “ponto de partida” para o desenvolvimento de produtos/serviços e, por tabela, de comunicação. As pessoas deixaram de ser meros observadores e estão cada vez mais participativos.


Estudos e pesquisas dizem que o surgimento da interação está totalmente ligado ao conhecimento e a capacidade de memorização. E eu acredito bastante nisso, sério. Um exemplo é na publicidade. Todas as marcas que conseguiram criar uma interatividade comigo, em suas campanhas, ficaram mais gravadas em minha memória e, consequentemente, foram as que eu comecei a criar empatia. Quando convocam o público-alvo a participar juntamente com elas, o público se sente parte do processo e a reconhece positivamente.


Não tem pra onde fugir: tudo indica para a ocorrência de interação. Por que surgiram as Redes e Mídias Sociais? Por que mudou o padrão de criação dentro da comunicação? Por que diminuiu o número de vendas nas mídias tradicionais? Você acha que é por causa da ineficiência e incompetência dos profissionais que estão entrando no mercado? Claro que não! É tudo uma questão de tendência e participação. As mídias tradicionais têm uma característica única que quebra com o que está de mais atual: a participação dos consumidores na gestão da marca, através de opiniões e críticas.


A diferença da cultura 2.0 é exatamente essa. As empresas pararam de olhar com olhos de profissionais que querem vender, mas com de consumidores que querem seus produtos. A preocupação mudou e, junto com ela, a voz ativa. Quem tem o dinheiro é o consumidor, então é ele quem deve opinar e ter liberdade para escolher como gastá-lo. E é exatamente assim que a comunicação está se transformando. Com a ajuda das Redes Sociais, portais na internet, programas,sites de relacionamentos e propagandas interativas, as marcas se “expõem”, de maneira consciente, e deixam o público interagir.




Tudo mudou. Vivemos agora na melhor fase da democracia: a democracia 2.0, mediada pela internet. Com “interação” como a palavra-chave, “transparência” vem como secundária em ordem de importância. Marca que não é aberta a opiniões e que não é ética, afunda no mar do mercado. Sempre será colocada a prova por seu público. Acho que me precipitei ao falar da democracia 2.0. Vivemos, sem dúvida, uma ditadura do consumidor 2.0. Viva!



André N. Bueno

@dedenb


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Boas idéias dão resultado!

Quem nunca ouviu a frase "Boas idéias dão bons resultados"? Pois é, meu caro, é a mais pura verdade. Quando pegamos um serviço (isso inclui qualquer profissional) e o fazemos de maneira criativa e inovadora, obtemos resultados também criativos e inovadores. É como dizem: "Existem dois caminhos. Um é fácil e a maioria o pega. O outro é difícil e poucos o pegam, mas pegam. O seu caminho deve ser o terceiro." Tá, eu adaptei essa frase para fazer sentido na explicação, mas essa é a idéia.

Ao utilizar fórmulas já usadas antes, vamos continuar no "Arroz e Feijão" que costumamos ver diariamente. Ainda mais no nosso caso, publicitários. Usar idéia dos outros é plágio. Não usar idéia nenhuma é falta de aptidão para o que está fazendo, então melhore. Faça viagens, vá à museus, assista muitos filmes e arranje uma namorada encrenqueira. Tudo isso o ajudará a pensar mais fundo. E é nesse "pensar fundo" que aparece o Insight.

Boas idéias merecem reconhecimento. Todas, e não só as do ramo da Comunicação. Ter uma boa idéia é saber pegar uma situação e adaptá-la. É torná-la fácil e contornável. É pegar uma garrafa de Coca-Cola vazia e usar para beber água quando não tiver. É mandar uma flor para a sua namorada no meio de uma aula de Constitucional, caso ela faça faculdade de Direito.
Boas idéias dão resultado, independente de qual for.

Esse é um bom exemplo. Escolheram um cliente que as pessoas nunca escolheriam, pensaram em uma estratégia nova, executaram conforme o planejado, agregaram valor e saíram para o abraço. E vai uma dica que é válida para todos: tudo o que fizerem, façam com amor. Abraçar o propósito e "vestir a camisa" da causa sempre será a porta para o surgimento de coisas boas. O mundo está ai (cheio de possibilidades e novidades) em nossas mãos, nossa tarefa é melhorá-lo. Fica a dica.



André N. Bueno
@dedenb




sexta-feira, 23 de abril de 2010

A Fonte da Criatividade

Pois é, galera, desisto. Embora eu sempre queira variar os conteúdos do "Mostre sua Idéia", sou muito tendencioso e acabo caindo em assuntos que gosto muito, tais como cerveja, mulher e publicidade. Mas é o que eu sempre digo: toda vez que for escrever, falar ou interagir com alguma coisa, mesmo que seja frequentemente, faça com criatividade. É a criatividade que move o mundo.

Acho que sei o porquê de sempre cair nesses três assuntos. É por causa da frase clichê que terminou o último parágrafo. A cerveja é uma bebida milagrosa e divina que faz as pessoas agirem de maneira muito criativa e, de maneira mais criativa ainda, conseguirem esquecer os "feitos" da noite anterior. A mulher é um ser totalmente multipolar (acha que é brincadeira? A minha é um exemplo claro) que fomenta a criatividade alheia de uma maneira nunca vista antes. Já a publicidade é uma arte da elite intelectual (cof, cof) que, por si só, necessita de boas idéias para funcionar direito.

O mais incrível está quando conseguimos fazer a união desses elementos de uma maneira que prevaleça a criatividade. E foi exatamente o que a cerveja Heineken fez. Uma ótima propaganda de cerveja que trabalha com o comportamento feminino e faz prevalecer a criatividade. Genial!



É fato que eu devo mudar um pouco o foco das minhas abordagens, mas será que é necessário parar de falar sobre o que gosto para atender às exigências do mercado? Não é só começar a relacionar os estudos de sociologia, antropologia e psicologia com os temas abordados? Droga, eu bem que devia ter ouvido minha mãe falar: "Meu filho, larga esse computador e vai ler um livro!". Agora se vira sozinho, moleque!


André N. Bueno
@dedenb

sábado, 17 de abril de 2010

Budweiser é respeito.

Como é muito comum na comunicação de cervejas, a Budweiser mantém essa tradição de produzir comerciais e propagandas unindo o bom gosto com a criatividade. Diferentemente das marcas brasileiras, ela busca cada vez mais fugir dos clichês (no caso brasileiro - explorar a sexualidade e o futebol) e faz um trabalho muito interessante.

Além de qualidade, a Bud procura oportunidades em todos os cantos do mundo. São destas "janelas" que os criativos da DDB tiram seus insights. E, dessa vez, não sendo diferente, a Anheuser-Busch InBev se torna o patrocinador global da Copa do Mundo de 2010, que acontecerá na África do Sul. Acredito que não exista outra situação melhor para colocar a "cuca" para funcionar.

Em uma sacada genial, a comunicação do comercial é feita por meio do respeito e união entre as nações. Uma troca de camisas entre as seleções de Brasil e Paraguai inicia um ciclo de trocas nas torcidas do mundo todo. O resultado é um comercial sensacional, a mais nova fonte de inspiração e referência para o futuro, onde a tendência é manter a ética e promover o respeito não só dentro da comunicação, mas entre todos. Fica a dica!




Vídeo retirado do Blog Ypsilon2.

André N. Bueno
@dedenb


quarta-feira, 7 de abril de 2010

Sexo na cabeça!

Da mesma maneira que eu pensaria, tenho certeza absoluta que a primeira impressão que tiveram quando bateram o olho no título não foi das mais angelicais, estou errado? Normal. O assunto “sexo”, em todos os contextos que se insere, sempre será interessante de se falar, de se ouvir ou, pelo menos, adicionará um traço polêmico na discussão. E é isso que o torna sempre propício a entrar nos “Trending Tópics” de nossa mente poluída.

Mas aqui iremos abordar esse assunto de outra maneira, e não do jeito que vocês estão pensando, queridos amigos desvirtuados. Embora a vontade de transformar esse blog no mais novo sucesso literário da Bruna Surfistinha, o amor à comunicação não me deixa. E vamos consentir: “Sexo” tem tanto a ver com “Comunicação”, mas tanto, que eu deveria separar esse assunto em parcelas de importância e ir postando esporadicamente.

Com toda essa banalização de informação, fez-se possível obter conhecimento de praticamente todo conteúdo existente no mundo, incluindo, claro, o desse texto. É internet, televisão, jornal e as mais variadas mídias exibindo um “teor” sexual acima do que costumávamos ver. O engraçado é que as mesmas mídias que, anteriormente, proibiam a veiculação em alguns horários, são as mesmas que vem colocando cada vez mais freqüentemente esse tipo de conteúdo em sua grade.

Deixemos as caretices de lado e falemos de algo realmente importante. Como esconder das nossas crianças não é possível (a menos que os prenda em um quarto branco sem televisão, internet ou pessoas para conversar – estilo BBB), a solução é conscientizar. Com isso, novamente um papel importante vai parar nas mãos da comunicação, que deve propor saídas criativas para, pelo menos, fazer isso da maneira correta.

E foi ai que vi no blog pessoal da Sheila Almendros, chamado “Jornalismo Underground”, um vídeo que explora esse lado da conscientização de uma forma bem criativa e quis escrever um pouco sobre esse assunto que sempre é pauta das mídias. O lado da conscientização sempre é bastante trabalhado na Publicidade e temos como exemplo o uso de camisinha. A maioria, inclusive, tem o seu foco na época do carnaval, período onde, basicamente, as campanhas são veiculadas.


Apenas para deixar a minha opinião acerca desse assunto. Sei que é no carnaval que se tem os maiores índices de gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, mas, por acaso, ninguém faz sexo no resto do ano? A população entra em uma quaresma (fazendo apologia ao meu amigo dono do “40 dias sem cerveja”)? É óbvio que não. Então, aonde se enfiaram aquele monte de comunicação feita pelo Governo Federal e pelas propagandas de cerveja? Só uma dica para vocês, meus amigos comunicólogos: a memória do brasileiro é fraca.

E é assim que a gente se Fo**. Ops, desculpa! Me deixei levar pelo tema.


André N. Bueno

@dedenb

segunda-feira, 5 de abril de 2010

6 tipos de clientes e como lidar com eles

Texto retirado do www.chmkt.com.br


A Kátia Viola, do blog Fazendo Atendimento Publicitário, postou há algum tempo uma série chamada "Lidando Com Todo Tipo de Cliente". O material foi retirado do livro Advertising Realities, do Wes Perrin, e fala sobre 6 tipos de clientes bem comuns no mundo da comunicação.

Como a Kátia mesmo colocou, há uma fina ironia permeando todo o texto, mas não há desrespeito. O melhor é que, ao invés de apenas apontar problemas, o autor também mostra possibilidades de solução – como administrar cada tipo de cliente.

É leitura obrigatória não só pro pessoal de atendimento, mas também pra criativos, mídias, planejadores e pro próprio pessoal do marketing das empresas. Por isso mesmo, resolvi reproduzir por aqui. Vamos lá...

Cliente Tipo 1: O Diretor de Criação Enrustido
Esse é o tipo de cliente que quer uma agência para apenas refinar e dar um upgrade em seus “maravilhosos” conceitos. Ogilvy disse certa vez, “Para que ter um cachorro e você mesmo latir?” Pois esse cliente quer latir. O gigante da criação McElligott chama-os de “controladores”. Diz ele: “Eles têm que escrever o anúncio e estar envolvidos a tal ponto que simplesmente destroem qualquer motivação de uma agência criativa.

Como administrar:
- Descubra formas de manter esse cliente ocupado com projetos criativos dentro de sua própria empresa. Deixe que ele dê vazão à sua criatividade em reuniões, jornais internos, trade shows e outras áreas importantes fora da esfera de interesse da agência.

- Ao apresentar alguma recomendação, faça uma referência a algum input recebido previamente do cliente, principalmente na frente de seus (dele) superiores. Os melhores gestores de contas sabem fazer com que uma recomendação soe como um esforço conjunto. E daí se o cliente recebe algum crédito que ele não merece? O importante é a aprovação que leva à produção de um bom trabalho.

- Tenha uma boa resposta pronta caso o cliente se irrite: “Isso não é o que eu queria! Vocês não me ouviram?” Responda com algo do tipo: “Claro que eu ouvi (nós ouvimos). Deixe-me explicar como o seu input nos ajudou a chegar a essa recomendação.”


Cliente Tipo 2: O Numeromaníaco
Esses clientes vivem e morrem em função dos chamados “dados concretos”. E enxergam as folhas impressas em computador como afrodisíaco. Usam totalmente e cegamente o lado esquerdo do cérebro.

Se algo vai mal, esse povo procura como um escravo a resposta nos números. Eles sempre têm uma calculadora de bolso ou um PDA (tipo um Palm) último modelo.

Eles se hiperoxigenam com a possibilidade de um projeto complexo de pesquisa e, se houver oportunidade, vão pretestar os títulos dos anúncios sílaba por sílaba.

Como administrar:
- Para trabalhar com esse cliente você tem que mostrar que sabe quase tanto quanto ele sobre o assunto. Passe noites acordado tornando-se um superconhecedor de metodologias e tendências em pesquisa.

- Para dar credibilidade às suas recomendações, inclua dados de psicólogos comportamentais e outros cientistas sociais.

- Procure exemplos de peças desenvolvidas anteriormente com outros approaches criativos para apresentar junto com a sua recomendação.

- Delicadamente, lembre a esse cliente que pesquisa não é totalmente à prova de erros.


Cliente Tipo 3: O Agente Duplo
Basicamente, o velho Sr./ Sra. Duas Caras. Esses clientes adoram tudo o que você apresenta na hora em você está presente. Mas a história muda quando ele vai ao andar de cima para obter o OK final.

Eles não querem “ferir os sentimentos da agência”. Esse tipo de cliente pode te iludir lindamente porque ele nunca irá contra uma proposta quando só vocês dois estão na sala. Ele tem ojeriza a dar qualquer má notícia pessoalmente.

Daí você sai da reunião pensando que tudo foi aprovado e na manhã seguinte recebe uma mensagem dizendo que “alguns ajustes precisarão ser feitos”.

Como administrar:
Você simplesmente não pode depender desse interface no cliente para avaliar a sua recomendação. Portanto, tente arranjar uma forma de apresentar o trabalho diretamente à autoridade final. Preferencialmente, convença o “agente duplo” a apresentá-lo junto com você.

Porém, esteja preparado para receber sozinho as pedradas se a apresentação for mal. Se esse cliente for redondamente criticado tanto quanto a sua recomendação, ele (ou ela) vai ficar muito relutante em fazer apresentações em parceria de novo. Por outro lado, se a reunião for bem, certifique-se de que ele receba os aplausos. É importante que ele acredite que essa é uma prática que vale a pena repetir. Quanto melhor o seu cliente for percebido, melhor a agência o será.

- Se esse seu contato no cliente empareda você não te permitindo ir ao “andar de cima”, você está lidando com uma pessoa que vê o papel de porteiro como vital para a segurança de seu trabalho. É uma situação difícil para o gestor de conta. Tente levar um chefe de vez em quando (aquele cara importante da agência), pois assim vai forçar a inclusão na reunião dos superiores de seu cliente. Você também pode tentar oportunidades de estar sozinho com os superiores dele (devido a uma viagem, doença ou férias desse seu interface no cliente).

Mas isso é uma tática muito arriscada.


Cliente Tipo 4: O Contador de Migalhas
Existe uma tênue linha divisória aqui. Um bom gestor controla o budget de publicidade incansavelmente, monitorando apropriadamente as estimativas e faturas da agência. Mas existe um certo tipo de cliente que se sente imbuído da obrigação de questionar cada item de uma fatura, até mesmo o número de fotocópias e por que a entrega foi feita de táxi em vez de via mensageiro.

É triste o fato de que, fundamentalmente, esse indivíduo não confia na agência e tem certeza de que se cavucar suficientemente vai encontrar algo errado. Os gestores de conta e os departamentos de mídia e produção irão despender uma parcela enorme de seu tempo justificando cada custo, erodindo assim a lucratividade dessa conta.

Ironicamente, é justamente esse tipo de cliente que demora a pagar a agência.

Como administrar:

- Documente tudo de acordo com o andamento do job. Não deixe nada só na memória. Se algo mudar durante um projeto – por exemplo, serão necessárias três fotos em vez de duas, conforme planejado originalmente – apresente uma estimativa revisada. E convença esse tipo de cliente a assinar a nova estimativa. (“Espere aí”, você protesta. “Então você está me dizendo que esse cliente tão meticuloso não vai assinar uma simples estimativa?” Sim, de fato é isso o que digo. Será precisamente ela que esse contador de migalhas convenientemente esconderá por debaixo de uma mesa atolada de coisas.)

- Aprenda a antecipar-se aos questionamentos e prepare uma resposta capaz de desativar uma bomba. Identifique as áreas que podem ser alvo de questionamentos e explique todos os detalhes a respeito. Nunca envie simplesmente uma fatura e espere que tudo dê certo.


Cliente Tipo 5: O Fantasma
Ora você os vê, ora não. Esses clientes adoram viajar. Por qualquer mínima razão, lá estão eles na estrada de novo. Quando você precisa de uma decisão, eles estão numa reunião há dois fusos horários.

Esses clientes te ligarão do aeroporto, mas não vão poder aprovar nada porque não estão com o material em mãos ou porque a companhia aérea acabou de fazer a chamada final para o embarque.

E quando eles entram em contato, normalmente é porque mudaram de idéia sobre alguma coisa que aprovaram no dia anterior e te ligam após o expediente, quando todo mundo da agência já foi embora.

Daí você começa a imaginar se essas pessoas existem de verdade.

Já que estão sempre em movimento, inúmeras decisões difíceis são atropeladas e tudo é feito praticamente no último minuto.

Fantasmas são sempre relutantes em delegar qualquer autoridade a um subordinado que fica no escritório.

Como administrar:
- Esqueça que você tem que fazer seu trabalho durante o expediente normal. Supere a esperteza deles agendando encontros em aeroportos e telefonando para eles de noite na hora em que estão em seus quartos de hotel.

Aprenda a fazer apresentações em terminais aéreos, enquanto os leva de carro para o aeroporto ou nos restaurantes, bem cedo ou à noite (alguma hora eles têm que comer).

- Se o Fantasma não permite que seus subordinados aprovem algo, busque formas de apresentar o trabalho para os superiores dele quando eles não estiverem. Cuidado para não ficar parecendo que você quer passar por cima dele. Convença o Fantasma que agir assim é
1) em nome de seu (dele) próprio interesse como gestor
2) necessário para manter os projetos dentro do prazo.

- No caso de um projeto extremamente importante, talvez você precise entrar num avião para ir atrás do seu cliente. Significa que você terá de pegar um vôo noturno e tomar café da manhã em Chicago. Depois, sair batido pra voltar antes do final do dia.

Mas... o que é um dia de 28 horas quando você vende um trabalho fenomenal?


Cliente Tipo 6: O Comprador
Esses clientes estão sempre buscando uma melhor alternativa, particularmente quando se trata da criação. Eles gostam de passar trabalhos para freelancers e outras agências “só para manter a minha agência na linha”. ( A Adweek uma vez descreveu esse tipo como “aquele novo garoto do bairro que arranca asas de moscas”.)

Raramente eles têm bom gosto e lhes falta paciência com qualquer coisa mais sutil.

Eles gostam de dizer aos seus superiores que sabem como um trabalho de publicidade pode ser realizado “de um jeito muito mais barato do que nossa tão falada agência cobra”.

Como administrar:
- Impossível. Uma vez na vida e outra na morte, educando com muita paciência e meticulosidade, você poderá modificar esse comportamento. Mas na maioria das vezes não há a menor chance porque tudo o que interessa para esse tipo de cliente é quanto custa. (Eles pertencem mesmo é ao departamento de compras.)

Reze para que a sua (dele) transferência esteja para acontecer. Use a influência da alta gerência da sua agência com a alta gerência da empresa dele para mantê-lo ocupado com trabalhos que tenham menos interesse para a agência. (vide Cliente Tipo 1: O Diretor de Criação Enrustido.)

- Um dos meus mentores uma vez me aconselhou a levar esse cara para um estacionamento-garagem e lhe dar um belo soco nos rins. (Naquele dia eu ri. Hoje não estou tão certo de que ele estava brincando.) Haverá ocasiões com esse cliente em que você terá de exercitar um extremo controle para não seguir esse conselho.