terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Filmografia 2010
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
The Invention of Love
Com todo essa evolução no uso das ferramentas para as produções, o resultado das criações têm sido muito interessantes. E não se limita à publicidade, ao jornalismo e ao cinema. Todas as áreas que envolve a criatividade estão sendo beneficiadas. E nós também, claro, pois apreciamos cada vez mais tudo o que há de melhor nesse ramo que gostamos tanto.
Invention of Love é um curta metragem produzido com animação em um estilo de silhuetas que eu não conhecia.
Não vou explicar a história antes pra não perder a graça, mas dou uma dica simples porém não reveladora: “Algumas pessoas perdem a saúde para ganhar dinheiro e depois perdem dinheiro pra comprar saúde”.
Written & Directed by Andrey Shushkov
Original Music and Sound: Polina Sizova, Anton Melnikov.
Violin perfomed by Anna Gudkova
Animation, Design, Compositing, Editing: Andrey Shushkov
André N. Bueno
domingo, 21 de março de 2010
Um outro patamar de Tecnologia!

Certa vez, em alguns blogs e na Globo, assisti a uma reportagem que deu uma reviravolta em tudo o que eu considerava “Alta tecnologia”. Embora estejamos em um período que a “Produção 3D” caiu nas graças de todos – Televisão, cinema e afins -, uma criação em especial me tomou todo o fôlego ao tentar entendê-la: a Impressora 3D.
Construída há 20 anos por um engenheiro americano que é dono de uma empresa especialista em projetos de Engenharia e Desenho Industrial, o objetivo dessa sensacional invenção é construir o futuro. A partir de um projeto feito no computador, cabe à máquina oferecer a oportunidade de visualização no tamanho original. Todo esse processo é feito com plástico derretido em um processo super complexo de sobreposição.
Um ponto super positivo que vi no blog Olhar Digital é a habilidade dela de se auto reproduzir. Isso mesmo! A impressora tem a capacidade de multiplicar, necessitando apenas da comprar as matérias-primas.
O interessante é que essa impressora dialoga diretamente com o Universo 3D, que vem sendo criado atualmente, mesmo ela tendo sido criada há tempo suficiente para se participar de quatro Copas do Mundo. A grande diferença percebida imediatamente é a funcionalidade. A impressora, diferente das produções, não tem a intenção de entreter, mas sim de ser uma maneira barata e inteligente de resolver os problemas do cotidiano.
O que atrai muito nesse procedimento é a mágica, mas com uma pequena diferença. A impressora 3D tem a capacidade de transformar em realidade tudo o que um dia foi presente no mundo virtual. Diga você mesmo se não é uma “pancada na cabeça”? Eu estou desnorteado até agora.
André N. Bueno
@dedenb
quinta-feira, 18 de março de 2010
Receita de um Besteirol
Ontem, em uma união de desespero e solidão, eu resolvi tomar uma medida drástica em minha vida: aluguei American Pie 7 - o livro. Não que eu tenha um gosto super "cult" a ponto de assistir apenas filmes com conteúdo cognitivo, que sempre me acrescentam algo, claro que não. Eu realmente gosto muito de "besteiróis" e sempre os alugo para tentar captar alguma coisa que os meros telespectadores não tem a sensibilidade de notar e, claro, sempre tentando adicionar aquele olhar de um aprendiz de redator publicitário. Todo filme desse estilo tem praticamente os mesmos tipos de piada, variando muito pouco. O que venho tentado dizer nesse parágrafo que acabo de disperdiçar é que qualquer pessoa pode fazer um besteirol. Isso mesmo, até você! E é aqui que eu deixo a receita para a sua obra prima ser um sucesso, ou não. Receita de um Besteirol:
- 3 personagens, sendo 1 gordinho, 1 nerd e 1 "mais ou menos" normal (que é o personagem principal). Muito importante: é necessário que todos os personagens sejam virgens.
- 1 ambiente acadêmico para o desenrolar da história, de preferência nos EUA.
- Anti-heróis. Um time deles. É um time de basquete ou de futebol americano. No entanto, é necessário um líder entre eles, o "Ass Hole" - vulgo babaca.
- 1 mocinha. A personalidade dela dependerá de sua história. Ela só pode ter dois tipos. Ou ela é desiludida com o "Ass Hole", ou é uma nerd virgem. Se for o segundo caso, ela é a melhor amiga do personagem principal.
- 1 negro. SÓ UM, em todo o filme.
- Festas em Repúblicas ou nas casas dos alunos que não são populares (não é muito comum a presença do anfitrião nas festas. Se aparece, é a grande chance dele no filme).
- Peitos. Todas as mulheres mostram os peitos nas festas.
- Líderes de torcida, sendo uma delas a "Fêmea Alfa", que é a que dita as regras no seu território.
- Muita cerveja, normalmente servida pela mangueirinha daqueles barris que parecem bujão de gás.
- Idéias idiotas. Muitas idéias idiotas.
- E para terminar: O Prom. típico baile de formatura que existe na cultura americana.
Modo de preparo:
É noite e vai ter festa na casa de um desconhecido da escola ou em uma república. Um dos três vai pegar o carro do pai para levar os outros. Como de praxe, o anfitrião é vizinho deles. Ao entrar, cerveja servida no bujão de gás e mulheres mostrando o peito. No meio da sacanagem toda, o "mais ou menos" estranho conhece a mocinha, ex-caso do "Ass hole", e fica apaixonado. Esse último fica com o orgulho ferido e passa a atormentá-lo até o final do filme. Todos da casa ficam muito embriagados, até o momento em que a polícia chega e geral sai correndo desesperadamente. É o momento tão esperado do negro, pois ele é o primeiro a gritar "Fudeu! A polícia tá ai!".
Durante todo o desenrolar, a nossa mocinha descobre que o "mais ou menos" fez um pacto com os amigos para perder a virgindade até o baile e, por isso, fica brava com ele.
Volta ao ambiente acadêmico com o "mais ou menos" tentando reconquistá-la. O ex-caso babaca dela continua tentando fazê-la voltar pra ele, agora com mais chances. O tempo passa e chega o momento próximo ao baile de formatura. A mocinha vai com o "Ass hole" e o nosso herói vai com uma desconhecida. Ambos os casais estão no baile. Nossa mocinha, no auge de sua vaidade filmográfica, vai ao banheiro arrumar a maquilagem e, a líder de torcida, que é ex-atual caso do babaca, entra no banheiro e diz que ele só quer transar com ela depois do baile, e tinha feito uma aposta com todos os amigos do time de futebol americano.
Ao notar a merda que fez ao dispensar o "mais ou menos", volta na pista de dança e dá uma joelhada no saco do "Ass hole". Ela e o nosso herói se declaram e, logo após isso, se beijam. Após passar a noite juntos (sim, o nosso "garotão" conseguiu), ela o leva na rodoviária. Ele passou em uma faculdade longe da dela, mas eles fazem juras de amor eterno. No final, com o fundo preto, aparecem os letreiros que dizem que o "Ass hole" se deu mal e que o casal continua junto até os dias de hoje.
Mas e o negro? que fim tomou?
Motherfucker.
FIM.
André N. Bueno
@dedenb
segunda-feira, 15 de março de 2010
"De volta para o futuro" : O novo tipo de cinema.
Cada vez que assisto a trilogia do filme “De volta para o Futuro” (Back to the Future), que, aliás, é um dos meus favoritos, me surpreendo mais com sua inteligência. Assistir um filme pela segunda vez é como ler um livro novamente, pois sempre é descoberto algo novo que deixou passar despercebido na última vez. Depois que entrei no curso de publicidade, então, passei a notar tanto detalhe que podemos discutir durante um mês sobre temas Comunicação, futurismo, evolução, tecnologia, design, moda, e diversos outros.
Dando um show de atualidade e suposições, o filme projeta o ano de 2015 e as possíveis evoluções que, antes pensadas pelo roteirista e pelo diretor, viriam a acontecer. Assuntos abordados como viagens ao futuro, holografia, skates e carros voadores e videoconferências são freqüentes em seu roteiro e fornecem todo um cenário futurista a obra. Hoje, no ano de 2010, com as evoluções tecnológicas que vêm acontecendo, ainda duvida que Steven Spielberg seja um visionário?
Além de futurista, o filme soube aproveitar as “brechas” e oportunidades para ganhar dinheiro com a comunicação. Um exemplo a ser citado é o do bom uso do merchandising, muito presente em todo o filme. Marcas como Pepsi e a Nike investiram pesado para ganhar visibilidade. Elas não “apareceram” apenas, mas se mostraram atualizadas – com as mudanças de época, o design também se alterava -, e sempre adaptadas ao consumidor.
O que gera muita discussão até nos dias atuais é a, vamos dizer, “ousadia”, de prever o futuro e suas evoluções. Sem dúvidas “De volta para o Futuro” é uma produção muito à frente de sua época e que influenciou muito o modo de se fazer filmes de Ficção científica e o modo de como as pessoas aceitam eles. O modo como retrata o futuro, o passado e a viagem no tempo, prende a atenção do telespectador de uma maneira que nunca foi vista. A simpatia criada pelo público-alvo, basicamente composto por adolescentes, ao redor do Marty McFly (personagem do Michael J. Fox), é tamanha que se criou moda.
André N. Bueno
