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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

De onde surgem as boas idéias?

Você, estudante de publicidade ou criativo de agências, costuma ser bombardeado diariamente com informações, comerciais, propagandas, ações de marketing e os mais variados tipos de comunicação. No entanto, sempre haverá aquela idéia genial que você vai bater o olho e dizer: "-Puta merda, por quê não pensei nisso antes?", e isso vai acabar te frustrando um pouco. Todos são capazes de ter uma boa idéia. Criação é carpintaria, é transpiração. 90% de toda criatividade vem pela "ralação", e os outros 10% é algum talento. E hoje eu vim aqui para mostrar isso, diminuir um pouco a frustração e, que sabe, sensibilizar (ou ao menos tentar fomentar) a percepção de vocês para aumentar o número de insights nas criações.



Nunca desista do que você deseja, mas também não se conforme com uma primeira idéia. Se você teve essa idéia "genial" na primeira, o que garante que outras pessoas também não pensaram a mesma coisa?

André N. Bueno

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Criatividade é saber "se virar nos 30".

O que é criatividade para você? Criatividade é "se virar nos 30" e concluir todos os jobs com louvor e, claro, trazendo o devido retorno para o cliente. Essa é uma definição muito concreta do trabalho do criativo, que em muitas ocasiões eles têm um budget muito reduzido e, em contrapartida, são cobrados para que o trabalho realizado seja sempre muito bom. Mas o que é para ser mostrado aqui não é o cliente limitando o criativo, mas sim o criativo surpreendendo o cliente com um, desculpa a expressão, "puta" trabalho.

Nos últimos quatro anos, o Guangyin Yoga Club tem tido certas dificuldades para conseguir novos membros para as suas aulas de yoga. Para salvar os negócios seria necessário cerca de 300 novos alunos, mas como fazer isso sem praticamente nada de grana?

Uma brilhante ideia: os caras resolveram colocar o mestre de yoga de seu clube dentro de uma pequena caixa em um dos lugares mais movimentados de Shanghai. Toda vez que uma pessoa passava próxima a tal caixa, o mestre estendia o braço e entregava um pequeno cartão promovendo o local. O resultado foi uma série de sustos e um sucesso muito maior do que o esperado.

A campanha durou 15 dias, com cerca de 35,000 pessoas diretamente impactadas, mais de 300 mil visitas em vídeos na web, mais de $138,000 em mídia espontânea. E após a campanha, cerca de 2,000 pessoas visitaram o local em cerca de 1 mês, conquistando assim 622 novos membros (107% a mais do que o esperado!). E o custo real dos caras? Apenas $74.

Confira o vídeo e tire as suas próprias conclusões.


A foto, o vídeo e parte do texto foram retirados do Blog Ypsilon2, que eu acho sensacional e acompanho muito.

André N. Bueno

quinta-feira, 18 de março de 2010

Receita de um Besteirol

Ontem, em uma união de desespero e solidão, eu resolvi tomar uma medida drástica em minha vida: aluguei American Pie 7 - o livro. Não que eu tenha um gosto super "cult" a ponto de assistir apenas filmes com conteúdo cognitivo, que sempre me acrescentam algo, claro que não. Eu realmente gosto muito de "besteiróis" e sempre os alugo para tentar captar alguma coisa que os meros telespectadores não tem a sensibilidade de notar e, claro, sempre tentando adicionar aquele olhar de um aprendiz de redator publicitário. Todo filme desse estilo tem praticamente os mesmos tipos de piada, variando muito pouco. O que venho tentado dizer nesse parágrafo que acabo de disperdiçar é que qualquer pessoa pode fazer um besteirol. Isso mesmo, até você! E é aqui que eu deixo a receita para a sua obra prima ser um sucesso, ou não.

Receita de um Besteirol:
- 3 personagens, sendo 1 gordinho, 1 nerd e 1 "mais ou menos" normal (que é o personagem principal). Muito importante: é necessário que todos os personagens sejam virgens.
- 1 ambiente acadêmico para o desenrolar da história, de preferência nos EUA.
- Anti-heróis. Um time deles. É um time de basquete ou de futebol americano. No entanto, é necessário um líder entre eles, o "Ass Hole" - vulgo babaca.
- 1 mocinha. A personalidade dela dependerá de sua história. Ela só pode ter dois tipos. Ou ela é desiludida com o "Ass Hole", ou é uma nerd virgem. Se for o segundo caso, ela é a melhor amiga do personagem principal.
- 1 negro. SÓ UM, em todo o filme.
- Festas em Repúblicas ou nas casas dos alunos que não são populares (não é muito comum a presença do anfitrião nas festas. Se aparece, é a grande chance dele no filme).
- Peitos. Todas as mulheres mostram os peitos nas festas.
- Líderes de torcida, sendo uma delas a "Fêmea Alfa", que é a que dita as regras no seu território.
- Muita cerveja, normalmente servida pela mangueirinha daqueles barris que parecem bujão de gás.
- Idéias idiotas. Muitas idéias idiotas.
- E para terminar: O Prom. típico baile de formatura que existe na cultura americana.

Modo de preparo:
Comece sempre com o personagem "mais ou menos" estranho em sua casa. Após ser pego por toda a família, abusando sexualmente de uma laranja ou de uma torta, ele se reune com os seus amigos (o gordinho e o nerd) na hora do intervalo das aulas. O tema da reúnião sempre será "Vamos perder a virgindade até o baile de formatura". O sinal bate e eles vão para a aula de Educação Física. O esporte é basquete ou futebol americano. Sempre! Sendo os últimos a serem escolhidos, seus órgãos genitais normalmente se tornam o alvo de todos os arremessos.

É noite e vai ter festa na casa de um desconhecido da escola ou em uma república. Um dos três vai pegar o carro do pai para levar os outros. Como de praxe, o anfitrião é vizinho deles. Ao entrar, cerveja servida no bujão de gás e mulheres mostrando o peito. No meio da sacanagem toda, o "mais ou menos" estranho conhece a mocinha, ex-caso do "Ass hole", e fica apaixonado. Esse último fica com o orgulho ferido e passa a atormentá-lo até o final do filme. Todos da casa ficam muito embriagados, até o momento em que a polícia chega e geral sai correndo desesperadamente. É o momento tão esperado do negro, pois ele é o primeiro a gritar "Fudeu! A polícia tá ai!".

Durante todo o desenrolar, a nossa mocinha descobre que o "mais ou menos" fez um pacto com os amigos para perder a virgindade até o baile e, por isso, fica brava com ele.

Volta ao ambiente acadêmico com o "mais ou menos" tentando reconquistá-la. O ex-caso babaca dela continua tentando fazê-la voltar pra ele, agora com mais chances. O tempo passa e chega o momento próximo ao baile de formatura. A mocinha vai com o "Ass hole" e o nosso herói vai com uma desconhecida. Ambos os casais estão no baile. Nossa mocinha, no auge de sua vaidade filmográfica, vai ao banheiro arrumar a maquilagem e, a líder de torcida, que é ex-atual caso do babaca, entra no banheiro e diz que ele só quer transar com ela depois do baile, e tinha feito uma aposta com todos os amigos do time de futebol americano.

Ao notar a merda que fez ao dispensar o "mais ou menos", volta na pista de dança e dá uma joelhada no saco do "Ass hole". Ela e o nosso herói se declaram e, logo após isso, se beijam. Após passar a noite juntos (sim, o nosso "garotão" conseguiu), ela o leva na rodoviária. Ele passou em uma faculdade longe da dela, mas eles fazem juras de amor eterno. No final, com o fundo preto, aparecem os letreiros que dizem que o "Ass hole" se deu mal e que o casal continua junto até os dias de hoje.



Mas e o negro? que fim tomou?
Motherfucker.

FIM.


André N. Bueno
@dedenb

terça-feira, 16 de março de 2010

TPM e Criatividade: Um prato cheio!

No auge do meu conhecimento sobre o universo feminino – reza a lenda -, consegui notar que falar do assunto “mulher” sempre vai ser complicado demais. Quanto mais acho estar entendo-as, mais vejo que preciso aprender. Hoje eu não tenho dúvidas alguma de que a mulher é o “bicho” mais complexo do planeta Terra e que Deus, quando as fez, com certeza se esqueceu de colocar o “Manual de Instrução” no pacote. Ele nem imagina o preço a ser pago por essa “desatenção”: TPM!

Infelizmente, todas as vezes que discutimos o “excesso de hormônios feminino que antecede a menstruação”, vulgo tensão pré-menstrual, citamos apenas os pontos negativos da situação e nunca os positivos. Mas existem pontos positivos? Claro que sim, o importante é não fugir do foco. E o foco da vez não são as mulheres. Desculpem-me pelo termo usado, mas eu as estou “usando” para falar sobre a importância da TPM para a comunicação e, principalmente, para o desenvolvimento da criatividade.

Certa vez ouvi uma coisa que me intrigou a cabeça: “O homem comprometido tem apenas uma semana para curtir a sua digníssima namorada/esposa, pois uma semana é da TPM, outra é da TDM e a terceira é da T-PósM”. Esse comentário bagunçou a minha cabeça de certa forma, que me fez pesquisar no “fundo do baú” para depois relacionar de forma positiva com a minha “cabeça oca” de redator publicitário.

Para se produzir de maneira única e atrativa, é necessário que sejamos interessantes. Para isso, é importante estarmos rodeados de pessoas assim, ou termos uma visão de mundo individual. E chegamos ao ponto em que eu queria. Só adquirimos uma visão de mundo diferenciada de duas maneiras: ter uma bagagem cultural vasta – viagens, cursos, estudos -, ou namorando uma mulher que tem uma forte mudança de humor nessa época, que é o meu caso.

Nessas três semanas de “T’s” – perdoem-me o uso de aliteração -, a gama de sentimentos, sensações e estímulos (amor, ódio, carência, choradeira, saudade, sono, fome, baixa auto-estima, etc.) é tamanha que nós, publicitários de plantão e namorados nas horas vagas, vamos do céu ao inferno em dois tempos. O que pode ser perigoso é o que fomenta a nossa criatividade.



E concordemos: Mulher na TPM é perigoso. Mas do que podemos reclamar? Quer uma viagem com mais conteúdo do que as que sua digníssima têm lhe proporcionado, meu caro amigo comunicólogo? Quer ter constantes "frenesis criativos" não só em casa como no trabalho? Basta arranjar uma mais temperamental. Pode funcionar, hein!


André N. Bueno
@dedenb