sexta-feira, 5 de março de 2010

O Brasil no exterior: estereótipo.


Falar de uma maneira informal sobre um assunto tão complicado como o nosso país sempre será uma tarefa complicada de ser feita, pois pra mim o Brasil sempre será “Gigante pela própria natureza”, terá sempre o melhor futebol do mundo, justificando o fato de ser Pentacampeão (espero que seja Hexa, logo!), as mulheres mais bonitas e as praias mais paradisíacas. No entanto, tudo isso que acabei de dizer se tornou um assunto costumeiro na comunicação feita por nós e sobre nós, que é a utilização dos estereótipos.

É engraçado falar desse assunto que tanto ouvi a dona Lygia Muniz falar na faculdade e que não dei a devida atenção. Só hoje, no momento em que sentei no computador para escrever sobre “A imagem do Brasil no exterior” (sei, assunto que todos estão cansados de ouvir falar) que notei que não sabia exatamente como falar disso de uma maneira clara e, também, atrativa. Tá, foi assim que o assunto “estereótipos” entrou na minha cabeça e notei que é possível relacionar os dois de uma forma interessante.

Desde quando eu entrei no ensino médio, eu sempre tive muita vontade de fazer um intercâmbio cultural para a terra do Tio Sam. Infelizmente o meu sonho foi logo destruído pela minha mãe no momento em que ela deu entrada em um apartamento novo em Jardim Camburi. Depois da oportunidade perdida e com o apartamento novo, mamãe disse que eu poderia fazer um “Work Experience ” na época de faculdade(uma experiência de trabalho no exterior no qual eu ficaria de 3 a 4 meses). Pois é, também não vingou e eu perdi grande parte do interesse ao ouvir o que os americanos pensam sobre nós.

Com certeza vocês devem estar me perguntando: “E eu com isso?”. Então, foi só um desabafo pessoal para entrar no assunto. O que estou para dizer é que a criação de estereótipos fez com que a imagem do Brasil fosse denegrida não apenas nas propagandas locais, mas também nos EUA e na Europa.

Praticamente todas as propagandas brasileiras referentes a cervejas focam incessantemente o conceito relacionando ao uso das “gostosonas”, do carnaval, do samba e do futebol. Não que eu não goste de tudo o que foi dito anteriormente, não disse isso. Mas, como profissão, nós publicitários deveríamos criar soluções que fugissem dos estereótipos, uma vez que acabamos caindo na mesmice dos demais.

Como se não bastasse agüentar tudo o que vemos na nossa mídia, ainda temos que agüentar os “pré-conceitos” que os gringos têm sobre nós. Inclusive, vi uma propaganda veiculada de uma agência de viagens americana que incentiva os seus clientes a viajarem para o Brasil para fazer “besteira”. Além de ser totalmente abusivo, eles conseguem colocar de uma maneira que a comunicação não vai atingir o objetivo: vender viagens. A falta de criatividade fez com que esse jargões e relações com o Brasil tivessem como o resultado as propagandas de mau-gosto.


Por que não começamos a fazer algumas respostas criativas à esses “Porcos filhos da geração fast-food”? Eu quero!


André N. Bueno

@dedenb

5 comentários:

  1. Nossa, quando eu vi essa propaganda eu pensei isso. Além de ter sido criado em cima de estereótipos, essa campanha dificilmente será eficaz, visto que, embora os "gringos" queiram se divertir por aqui, não querem ser retratados dessa forma.
    Pensando um pouco, talvez essa imagem seja sustentada por publicitários brasileiros. Nós às vezes fazemos o mesmo tipo de campanha, mostramos a nossa terra como o paraíso de mulatas e do carnaval (com o foco SÓ nisso).
    Acho sim que devemos dar uma resposta criativa,na verdade devemos criar de forma criativa, sem clichês e estereótipos para que assim, possamos passar a imagem que queremos ter.

    ResponderExcluir
  2. pô, reza a lenda que você quer o fim das “gostosonas”... Lenda. Mas concordo contigo... o tenso é se livrar disso quando isso parece muito mais fácil e lucrativo.

    E nada de Tio Sam, vamo pro canadá bombar, e tomar umas cervejas com propaganda inteligente ;) como nós

    ResponderExcluir
  3. Ótimo texto amor, você realmente está me prendendo á isso aqui, logo eu que nao gosto mmuito de ler com seus textos é diferente, Axo que realmente esses esteréotipos que se criaram para o brasil, devem ser analisados com cuidado e e tentar tirar deles alguma coisa boa, se é que existe, e para os publicitários está ai uma missão de tentar mudar um pouco a imagem que a midia passa.

    ResponderExcluir
  4. Ótima discussão, André.

    Pois é cara, até então estamos fadados a carregar este estereótipo de bom futebol e mulheres gostosas (fáceis R$).

    Lamentável! E a publicidade apela muito para isso. Enquanto isso estiver dando LUCRO, que é o que realmente importa, a publicidade vai continuar apelando assim.

    Engraçado é que não foi tolerado a publicidade da Devassa que foi estrelada pela Paris Hilton, pois consideraram a campanha discriminatória e sexista. E das outras cervejas não são?! Puta hipocrisia. Acho que isso está mais para xenofobia... Não toleraram a gringa.

    Acredito que para mudar esta imagem brasileira depende muito mais que da boa vontade dos publicitários, isso envolve muita grana, e este fator diminui consideravalmente as chances disso mudar.


    Abraço,

    Ueliton Santos

    ResponderExcluir
  5. Não vi nada demais na propaganda...

    ResponderExcluir